Terça-feira, 28 de Dezembro de 2010
Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010
Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2010
Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
Sábado, 11 de Dezembro de 2010
Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010
Poupar na electricidade
Gastar menos para ganhar mais
A DECO/Proteste tem a correr na internet uma petição com o objectivo de levar a Assembleia da República e o Governo a legislarem pelo fim ou pela redução de encargos acessórios constantes na factura de electricidade dos portugueses.
Tal petição pode ser assinada no sítio online desta organização de defesa dos consumidores – em http://www.deco.proteste.pt/seguir o link "Electricidade sem extras" -, local onde também se explica como estes encargos representam mais de 40 por cento da respectiva factura. "A factura da electricidade é composta por três parcelas: 31% corresponde aos custos de produção, 27% ao uso das redes de distribuição, e 42% a 'custos de interesse geral'", pode ler-se no comunicado que acrescenta: "É esta última parcela - a maior -, que corresponde a custos do fomento das energias renováveis, a rendas pagas aos municípios e à amortização do défice tarifário".
No momento em que a consultámos tinham aderido à iniciativa quase 165 mil cidadãos.
Mas até que isso aconteça, a alteração de uma série de hábitos diários pode, desde logo, representar a poupança de dezenas de euros anuais. Como "o Diabo" ainda há bem pouco tempo exemplificou, num trabalho alargado sobre poupança, conferir se a potência contratada não é superior à necessidade dos gastos diários (com isto podem poupar-se mais de 60 euros por ano), opção pela tarifa bi-horária (alterando o uso das máquinas para durante a noite, quando a energia é mais barata), desligar luzes e outras fontes de consumo em caso de não necessidade, substituição de lâmpadas por outras economizadoras, e calafetagem de portas e janelas de modo a evitar variações de temperatura, são alguns processos simples e rápidos de diminuir a conta da luz.
O que talvez a maioria dos portugueses não saiba é que desde Setembro de 2006 que a EDP perdeu o monopólio dos serviços de electricidade em Portugal. Tal como ocorreu no processo de liberalização das comunicações, por exemplo, todos os consumidores, particulares ou empresas, podem actualmente optar por outro fornecedor, sem que tal implique custos adicionais ou sequer a mudança do contador.
A lista oficial de todos os comercializadores de energia eléctrica autorizados a operarem em Portugal está disponível no site da ERSE, entidade que regula os serviços energéticos no nosso País: http://www.erse.pt/. Aqui é mesmo possível fazer uma simulação individual de cada caso (ver AQUI), conferindo se efectivamente existem vantagens em trocar de operador. Isto porque a rede eléctrica continua a ser propriedade da EDP, que a aluga para o efeito, e os tais "encargos extra" de que se queixa a DECO, continuarão a fazer parte da factura periódica, já que não são, na sua maioria, da sua responsabilidade.QUINTA COLUNA: por Fra Diavolo
Mudar
Lê-se a Imprensa internacional e só apetece chorar. Portugal tem 300 mil crianças a viver na mais deplorável pobreza. Portugal tem a mais alta taxa de consumo não-juvenil de drogas da União Europeia. Os portugueses são um dos povos mais infelizes da Europa. Todos estes indicadores, divulgados nos últimos quinze dias, compõem um quadro de tristeza que envergonha “isto” a que chegámos – mas não deixam de constituir, ao mesmo tempo, sintomas de um fim de ciclo. O total desprezo pelo sofrimento alheio, que é o que ressalta da taxa de pobreza infantil (a mais negra da OCDE), define inexoravelmente o socialismo à portuguesa. Nem teorias, nem “utopias”, nem balelas de compêndio o salvam do dedo acusador da indigência das nossas crianças. Se os menores são o horror mais visível neste retrato, as famílias não estão melhor: o gasto público com a célula-base da sociedade é inferior, em Portugal, a 1,4 por cento; e os Subsídios Familiares descem mesmo a 0,8 por cento do PIB. Neste contexto, o estudo do European Monitoring Centre for Drug Addiction não surpreende (embora choque), ao revelar termos o maior índice europeu de “velhos drogados” – a procissão pungente dos desgraçados sem tecto, das seringas, da miséria física e moral, dos assaltos e da promiscuidade, tudo ilustrando duas gerações de desistentes e uma sociedade que não ouve, não vê e não quer saber. O resultado é (e não podia deixar de ser) aquele que o Instituto de Ciências Sociais resume no seu último estudo sobre a “satisfação” dos portugueses com a sua vida: somos menos felizes do que o cidadão médio europeu, confiamos menos nos governos, esperamos menos da economia. Numa escala de zero a dez, a nossa alegria de viver está no grau 3. Não é admissível descermos mais baixo. A tristeza tem de dar lugar à indignação. A indignação, à revolta. “Isto” tem de mudar.
FOGO AMIGO: por António Marques Bessa
Como solucionar um enigma
Aqui em Portugal são milhões de milhões que vão para coisas inúteis e perfeitamente inúteis
O grande economista e historiador italo-americano Carlo Cipolla, que estudou vários sistemas económicos de decadência em diversos períodos da História, nomeadamente a crise do Império Turco, a Crise do Império Espanhol, a decadência da Cidades italianas sempre afirmou que a ideia de apertar o cinto nunca deu resultado em parte alguma por ele estudada. O apertar do cinto conduziu a mais decadência e mesmo à deslocação de empresas que abandonaram esses países por falta de flexibilidade nas leis gremiais ou sindicais, que encareciam os produtos desnecessariamente.
Com isso quer-se dizer que os cortes nos salários, o aumento de impostos, o aumento das taxas, a criação de novos imposto, não são fenómenos desconhecidos. Já se praticaram com consequências conhecidas: mais empobrecimento.
Então onde fica uma resposta inteligente?
Ele notou que são as grandes despesas do Estado que arrastam para a crise ou ainda o funcionamento defeituoso ou criminoso dos agentes da banca. Assim, aceitando o eu nos quer ensinar este grande Professor o que se deveria fazer era cortar toda a despesa inútil. Aqui em Portugal são milhões de milhões que vão para coisas inúteis e perfeitamente inúteis: institutos do Estado onde se alojam os amigalhaços: é um ferver de institutos, até que o Sr. Vara criou como quem não quer a coisa. Acabar com a capacidade de endividamento de instituições do Estado, cortar no regabofe da TAP, da EDP e sobretudo da televisão estatal, onde os ordenados rondam a loucura. Os governantes em vez de observar e estudar onde irão roubar o público pequeno e pequenote, deveria olhar para si e cortar na barriga devoradora que todos conhecemos. Em lugar de despedir pequenos, vá despedir grandes, porque os pequenos são capazes de fazer o que os grandes fazem: vestir-se, usar perfumes importados, e sentar-se em cadeiras confortáveis e ter um pilha de assessores que lhes ditam o que fazer. E despedir os assessores de assessores. Criar um clima de transparência na área da boa governação como fez Cabo Verde e usar bem os escassos recursos que tem à sua disposição.
Um Estado gordo não quer deixar de engordar e por isso prefere abarrotar a função pública e os ministérios com pessoal, a ter a coragem de fazer marcha atrás. Sem agricultura para serve um gigantesco ministério da agricultura? Percebe-se para que servem os técnicos em Cabo Verde porque os vi a semana passada junto das populações a ensinar melhores meios de cultivo para uma produção acrescentada. No reino da burocracia, em Lisboa, é o contrário: dominam os papéis. Mais uma vez se vê que as instituições criadas com uma função, acabada a função, continuam a aumentar, engordar e a inventar novas funções.
Na realidade deve-se esperar pouco a não ser intervenções exteriores e humilhantes. Não é de mão estendida eu se faz política externa ou mesmo se garante o mínimo para o povo que empobrece de dia para dia. Num entendimento vertiginoso da questão que nos aflige a todos os que pensam a resposta mais prática consistiria a um apelo à verdade para saber com que o que contamos; um apelo veemente ao controlo das despesas do Estado e do Governo de viajantes, para que se ocupem verdadeiramente de sanear as despesas do Estado e das subsidiárias. Lembre-se que Madoff foi preso e os bens confiscados e metido na choça em um mínimo de tempo e isso parece-se enormemente com o Casa Pia, com o caso da falência fraudulenta do BPN, com o compadrio de salários da TV do Estado, com o compadrio da EDP onde pagamos uma taxa para a televisão que não vemos, com o compadrio da Câmaras, ou seja, com país onde não se responsabiliza ninguém a não ser quem rouba uma laranja.
Francamente é de duvidar que tal gente, que mais parece um gang mafioso distribuído criteriosamente por tudo quanto é sítio e está no mapa, queira, de facto, fazer alguma coisa, a não ser mentir descaradamente a votantes sem memória, que cada dia que passa passarão e entender que estão pior e que passarão à miséria, enquanto o Estado engorda.
A pergunta que me resta é apenas uma: quando é que se começa a prender os responsáveis por esta situação que não caiu do Céu, mas foi concebida por gente sem escrúpulos como na Islândia. De facto, a gente que se preocupava tanto com Povo arruinou o Povo e na verdade os socialistas só governam Portugal, a Espanha e a Grécia. E vêem se os resultados. Bons como seria de esperar de um país confiante governado por campónios ascendidos com graus académicos suspeitos. E a isto que o dito Presidente Cavaco dá cobertura. Pobre Rei Ubu.
Aqui em Portugal são milhões de milhões que vão para coisas inúteis e perfeitamente inúteis
O grande economista e historiador italo-americano Carlo Cipolla, que estudou vários sistemas económicos de decadência em diversos períodos da História, nomeadamente a crise do Império Turco, a Crise do Império Espanhol, a decadência da Cidades italianas sempre afirmou que a ideia de apertar o cinto nunca deu resultado em parte alguma por ele estudada. O apertar do cinto conduziu a mais decadência e mesmo à deslocação de empresas que abandonaram esses países por falta de flexibilidade nas leis gremiais ou sindicais, que encareciam os produtos desnecessariamente.
Com isso quer-se dizer que os cortes nos salários, o aumento de impostos, o aumento das taxas, a criação de novos imposto, não são fenómenos desconhecidos. Já se praticaram com consequências conhecidas: mais empobrecimento.
Então onde fica uma resposta inteligente?
Ele notou que são as grandes despesas do Estado que arrastam para a crise ou ainda o funcionamento defeituoso ou criminoso dos agentes da banca. Assim, aceitando o eu nos quer ensinar este grande Professor o que se deveria fazer era cortar toda a despesa inútil. Aqui em Portugal são milhões de milhões que vão para coisas inúteis e perfeitamente inúteis: institutos do Estado onde se alojam os amigalhaços: é um ferver de institutos, até que o Sr. Vara criou como quem não quer a coisa. Acabar com a capacidade de endividamento de instituições do Estado, cortar no regabofe da TAP, da EDP e sobretudo da televisão estatal, onde os ordenados rondam a loucura. Os governantes em vez de observar e estudar onde irão roubar o público pequeno e pequenote, deveria olhar para si e cortar na barriga devoradora que todos conhecemos. Em lugar de despedir pequenos, vá despedir grandes, porque os pequenos são capazes de fazer o que os grandes fazem: vestir-se, usar perfumes importados, e sentar-se em cadeiras confortáveis e ter um pilha de assessores que lhes ditam o que fazer. E despedir os assessores de assessores. Criar um clima de transparência na área da boa governação como fez Cabo Verde e usar bem os escassos recursos que tem à sua disposição.
É utópico?
Um Estado gordo não quer deixar de engordar e por isso prefere abarrotar a função pública e os ministérios com pessoal, a ter a coragem de fazer marcha atrás. Sem agricultura para serve um gigantesco ministério da agricultura? Percebe-se para que servem os técnicos em Cabo Verde porque os vi a semana passada junto das populações a ensinar melhores meios de cultivo para uma produção acrescentada. No reino da burocracia, em Lisboa, é o contrário: dominam os papéis. Mais uma vez se vê que as instituições criadas com uma função, acabada a função, continuam a aumentar, engordar e a inventar novas funções.
Na realidade deve-se esperar pouco a não ser intervenções exteriores e humilhantes. Não é de mão estendida eu se faz política externa ou mesmo se garante o mínimo para o povo que empobrece de dia para dia. Num entendimento vertiginoso da questão que nos aflige a todos os que pensam a resposta mais prática consistiria a um apelo à verdade para saber com que o que contamos; um apelo veemente ao controlo das despesas do Estado e do Governo de viajantes, para que se ocupem verdadeiramente de sanear as despesas do Estado e das subsidiárias. Lembre-se que Madoff foi preso e os bens confiscados e metido na choça em um mínimo de tempo e isso parece-se enormemente com o Casa Pia, com o caso da falência fraudulenta do BPN, com o compadrio de salários da TV do Estado, com o compadrio da EDP onde pagamos uma taxa para a televisão que não vemos, com o compadrio da Câmaras, ou seja, com país onde não se responsabiliza ninguém a não ser quem rouba uma laranja.
Francamente é de duvidar que tal gente, que mais parece um gang mafioso distribuído criteriosamente por tudo quanto é sítio e está no mapa, queira, de facto, fazer alguma coisa, a não ser mentir descaradamente a votantes sem memória, que cada dia que passa passarão e entender que estão pior e que passarão à miséria, enquanto o Estado engorda.
A pergunta que me resta é apenas uma: quando é que se começa a prender os responsáveis por esta situação que não caiu do Céu, mas foi concebida por gente sem escrúpulos como na Islândia. De facto, a gente que se preocupava tanto com Povo arruinou o Povo e na verdade os socialistas só governam Portugal, a Espanha e a Grécia. E vêem se os resultados. Bons como seria de esperar de um país confiante governado por campónios ascendidos com graus académicos suspeitos. E a isto que o dito Presidente Cavaco dá cobertura. Pobre Rei Ubu.
Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010
ACIDENTE OU ATENTADO?
Uma página triste da história contemporânea de Portugal
O dia 4 de Dezembro de 1980 marcou o epílogo de um período (curto) de esperança da vida dos portugueses. Portugal em choque assistiu pela televisão e acompanhou pela rádio a notícia do acidente aéreo que vitimou, entre outros, o Primeiro-Ministro de Portugal.
A imprensa escrita dividia-se entre os que se regozijavam com o facto, os que comemoravam também a vitória de Eanes e, como foi o caso de "O Diabo", os que levantaram desde logo a dúvida que ainda hoje permanece: Acidente ou Atentado?
Várias comissões de inquérito depois, a questão permanece em aberto...
Nas edições seguintes e ao longo dos anos esta iria ser uma das matérias assíduas das edições deste jornal, denunciando factos e lançando novas pistas sobre o desastre aéreo de Camarate.
Sábado, 4 de Dezembro de 2010
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