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| Análise sem constrangimentos ou condicionamentos |
A nossa soberania está, por via da crise e dos nossos compromissos europeus, limitada às decisões da Alemanha e dos parceiros da União
A demissão de Sócrates e todo o clima gerado à sua volta – dentro e fora do país – merece de cada um de nós portugueses uma análise profunda, séria e grave sobre este momento da nossa história, suas causas e suas consequências, sem constrangimentos e sem condicionamentos.
1.- Portugal está numa crise financeira pré-falimentar, quase sem acesso ao financiamento quer do Estado, quer dos bancos, quer das empresas, públicas ou privadas, quer das famílias.
2.- A nossa soberania está, por via da crise e dos nossos compromissos europeus, limitada às decisões da Alemanha e dos parceiros da União.
3.- A crise é também económica. O estado de estagnação, intervalado com períodos de recessão, não nos permite crescer e dessa forma gerar riqueza para a distribuir e para honrar os nossos compromissos.
4. A crise é politica. Sócrates planeou e executou, com raro sentido de oportunidade, uma estratégia que lhe permitisse sair empurrando o ónus para o PSD e demais partidos da oposição. Confessando, ainda que a contrario, que o momento revelava a sofreguidão pelo poder e o mero tacticismo partidário sem cuidar do interesse nacional, acusou os outros daquilo que revelou não querer, ou seja negociar e criar os mais alargados consensos face à situação vigente. (Sabia o resultado da sua acção e não só o desejou como o realizou!?)
Texto completo na edição de 29 de Março de 2011
José Serrão













