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| Céu e Inferno; 5ªColuna; Pergunta do Diabo; Instantâneo; |
Ideias e actos
Anders Behring Breivik, o assassino confesso responsável pela morte de quase uma centena de pessoas na sequência de dois atentados terroristas na Noruega, não escondeu as suas ideias políticas e a sua confissão religiosa.
Mais: fez delas a sua motivação para o massacre. Afirmava-se como fundatalista cristão, nacionalista, culturalmente conservador, da direita e era maçon. A imprensa rotulou-o imediatamente como "de extrema-direita". A fórmula, infelizmente bem conhecida, pretende fazer uma associação abusiva entre a direita e a violência política. Um perigoso exercício no qual, numa interpretação extensiva, se pretende culpabilizar todos os partidários de certas ideias. Lembram-se como os mesmos referem, até à exaustão, que, por exemplo, por a al-Qaeda ser islâmica, não significa que todos os muçulmanos sejam necessariamente terroristas? As ideias não podem ficar reféns de actos deploráveis.
Fra Diavolo









