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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
A imprensa e o (des)Acordo Ortográfico
O início deste ano foi marcado pela adopção do famigerado Acordo Ortográfico (AO) no ensino, nos textos oficiais e na Administração Pública. O Governo pretende, assim, dar a machadada final na ortografia nacional, esperando que todos se resignem. A maior parte das pessoas pouco ligou a esta questão até ver o AO a entrar-lhe, literalmente, em casa.
Como escreveu Miguel Esteves Cardoso, este Acordo foi “feito atrás das nossas costas, enquanto dormíamos, por quem estava sempre a acordar”. Mas, agora que está bem à nossa frente, não há desculpa para não o denunciarmos. Há mesmo a obrigação de o recusar de todas as formas ao nosso alcance. Uma delas é assinando a Iniciativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico (ilcao.cedilha.net).
No entanto, a imprensa tem neste caso um papel de especial importância. Mesmo nos órgãos que se apressaram no seguidismo ao AO, vários colunistas mantiveram o que agora se chama “a anterior ortografia”. Acontece que cada vez mais jornais começam a adoptar o AO, mesmo contrariados. É o caso do diário desportivo “A Bola”, um dos jornais mais vendidos em Portugal, que a partir de 2 de Janeiro último começou a escrever com as novas regras. Isto “apesar da divergência profunda e irremediável” e depois de “um tempo de silenciosa resistência a um acordo do qual profundamente discordamos”, nas palavras do seu director.
Foi uma triste notícia e um mau exemplo para todos os resistentes. Ainda assim, continuaremos a ter jornais escritos com duas ortografias. Foi esta a “unificação” que o AO trouxe, na prática.
Nós não adoptamos! (Escrito assim, correctamente, com o “p” que parece ser tão incómodo para alguns). Não é uma questão de teimosia, é por princípio e por dever enquanto portugueses.
Duarte Branquinho
Editorial da edição d’O Diabo de 17 de Janeiro de 2012.
Como escreveu Miguel Esteves Cardoso, este Acordo foi “feito atrás das nossas costas, enquanto dormíamos, por quem estava sempre a acordar”. Mas, agora que está bem à nossa frente, não há desculpa para não o denunciarmos. Há mesmo a obrigação de o recusar de todas as formas ao nosso alcance. Uma delas é assinando a Iniciativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico (ilcao.cedilha.net).
No entanto, a imprensa tem neste caso um papel de especial importância. Mesmo nos órgãos que se apressaram no seguidismo ao AO, vários colunistas mantiveram o que agora se chama “a anterior ortografia”. Acontece que cada vez mais jornais começam a adoptar o AO, mesmo contrariados. É o caso do diário desportivo “A Bola”, um dos jornais mais vendidos em Portugal, que a partir de 2 de Janeiro último começou a escrever com as novas regras. Isto “apesar da divergência profunda e irremediável” e depois de “um tempo de silenciosa resistência a um acordo do qual profundamente discordamos”, nas palavras do seu director.
Foi uma triste notícia e um mau exemplo para todos os resistentes. Ainda assim, continuaremos a ter jornais escritos com duas ortografias. Foi esta a “unificação” que o AO trouxe, na prática.
Nós não adoptamos! (Escrito assim, correctamente, com o “p” que parece ser tão incómodo para alguns). Não é uma questão de teimosia, é por princípio e por dever enquanto portugueses.
Duarte Branquinho
Editorial da edição d’O Diabo de 17 de Janeiro de 2012.
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012
Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012
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